sexta-feira, novembro 11, 2005

Chuva

A chuva
c
a
i
Com o furor que lhe convém.
Olho pela janela
E vejo o mundo abolado
Ou "agotado"!
São gotas que permanecem
No vidro
E é através delas
Que olho para a rua.
Apetece-me ir lá fora.
Sim!
Saltar em cima dos charcos
Que ficam nas ruas e nas calçadas.
Apetece-me andar
E olhar para a eternidade,
Deixando que as gotas me toquem,
Me molhem!
A água segue o seu ciclo,
E eu também.
A chuva acorda a cidade
Ainda meia adormecida.
Acorda os que têm o sono
Delicado
E atrofia os que habitam na rua
E os que naquele instante
Por ali passam.
Por outro lado,
Delicia os que estão abrigados,
Acompanhados ou simplesmente
A dormitar
No calor dos lençois.
Chuva! A chuva! A chuva.
Bate no vidro de mansinho
Fortemente ou devagarinho
E eu vou olhando para a rua,
Misturando-me com sentimentos
anunciados:
Tranquilidade ou agitação,
Alegria e a saudade
De quem espera por alguém!
Ou de algo!

19 comentários:

Duarte disse...

Interessante este jogo de palavras que revela o bulício de um dia de chuva e os sentimentos que ele gera. Gosto de chuva e gostei do poema ;) bjs

Su disse...

gostei de ler-te
"A água segue o seu ciclo,
E eu também."
jocas maradas

Maria do Céu Costa disse...

Um bater das gotas da chuva, agradavelmente neste seu poema. Beijinhos.

Dumb disse...

"Apetece-me ir lá fora.
Sim!
Saltar em cima dos charcos
Que ficam nas ruas e nas calçadas."

Adoro chuva...

webdreamer disse...

Takvez a chuva dependa de quem a vê...

JSilvio disse...

A chuva é bonita, nao é? ***

GNM disse...

Até a chuva pode ser bela... E que bela a tornaste!

Bjitos e uma flor!

terragel disse...

NATALIE, realmente a sensação de ouvir a chuva caindo no telhado, além de ser gostoso nos trazem boas recordações de quando éramos crianças, que andávamos pelas ruas procurando biqueiras para nos deliciar com aquela água fria, para aplacar o calôr. Hoje procuramos o corpo de nossa amada para ficar aconchegado ouvindo aquele suave burbulhar.A gota dágua fria, que cai no peito, e a amada aparece. O simples curso da água nos leva a felicidade. A beleza pela qual os amantes estão aconchegados, escorre com o ciclo da água fria escorrendo pela terra molhada.
Bom fianl de semana e Bjs

Nelsinho disse...

Ficar com as roupas coladas ao corpo enquando caminho tranquilamente sob tépida chuva tropical...

Ou me aninhar no colo dela enquanto chuva fria fustiga a janela tocada a vento.

Gosto da chuva, sim!

Adorei seus escritos e poemas

Voltarei

Nelsinho

lena disse...

a chuva que cai envolvida em gotas de cristal que faz brilhar o teu poema


beijinhos muitos

lena

pipetobacco disse...

{ ...

hoje deixo.um.mimo:

tentativas (para um só poema)

teus lábios convertem o pólen no mel que saboreio.
oiço a frescura dos teu sons, em teu corpo,
que balançam no vento dos meus abraços.
sinto o aroma flor do teu corpo, que necessito,
notei que timidamente perdias folhas em prazer
...
teus lábios em pólen
sabor a mel
frescura de teus sons
aroma flor
em vento e abraços
folhas de prazer
...
oiço a frescura do teu sorriso
dou largas aos sons dos teus lábios
que saboreio em mel e odores
em balanços do teu corpo flor
sentado no jardim do teu sorriso
já nada sinto estranho e dor
de teus seios sinto flores
em teu leito me entranho

© biquinha *in (rascunhos em papel rasgado)

... }

Eli disse...

Gosto da chuva...

... assim de uma forma de a sentir...

... sozinha...

..ou não!

:)

Carlos disse...

Chuva

Cai a chuva, ploc, ploc
corre a chuva ploc, ploc
como um cavalo a galope.

Enche a rua, plás, plás
esconde a lua, plás, plás
e leva as folhas atrás.

Risca os vidros, truz, truz
molha os gatos, truz, truz
e até apaga a luz.

Parte as flores, plim, plim
maça a gente plim, plim
parece não ter mais fim.

Hora de jogar

Luísa Ducla Soares, A Gata Tareca e Outros Poemas Levados da Breca, Teorema

zero disse...

ah , que bonitinho! legal...

AS disse...

Um lindo poema! Um beijo para ti doce poeta...

vero disse...

Olá Natalie,
venho agradecer e retribuir a visita que fizeste ao meu cantinho!
és sempre bemvinda!
Bom Domingo.
Beijinhos***
:)

Betty Branco Martins disse...

Olá Natalie

"Chuva" bela arquitectura - harmonia de um poema.

A melodia da chuva
que
dança no liso ventre
luz de prata
na iminência de introduzir
em cada poro
a
súbita
doçura de uma carícia

Bom resto de domingo

Beijinhos

Astronauta disse...

A chuva cai e cai... mas quando o sol surge entre esses pingos, surge também a felicidade...

Está muito bonito o poema da chuva

Beijos

Insolente disse...

nao sei se delicia os que estao abrigados, pelo menos se eu fosse um mendigo com um cartao por cima de mim na rua augusta nao gostava que chovesse... na realidade eu sou um mendigo com um cartao em cima de mim na rua augusta... merda já me descaí... ora entao um grande bem haja