quinta-feira, setembro 29, 2005
segunda-feira, setembro 26, 2005
Queres mesmo saber?!
Em tempos, quando quase tudo batia certo,
Eram raras as vezes que não te via adormecer!
Lembraste de quando os dias eram mais longos
Porque decidíamos deixar os relógios em casa??
Pegávamos no carro e íamos até sítios incertos
Ate à paragem obrigatória que era a nossa praia.
Lá ficávamos a ver o sol a despedir-se
De nós por mais um dia.
Mas sabes, tenho mesmo saudades de te ver adormecer!!
E a nossa diferença?? Sim, nós marcávamos a diferença
Porque queríamos fugir à rotina todos os dias.
Tinham de ser todos diferentes,
Nem que fossem marcados por um regaço mais demorado ,
Por um suspirar de palavras mais perfeitas ao ouvido,
Por um simples olhar........
Sabes mesmo o que eu queria?
Adormecer contigo, fosse onde fosse!
E nos dias de Inverno, sim, também passamos por esses dias.
Ficávamos agarradinhos a aquecer as mãos
Gélidas um do outro.
E quando decidíamos ir passear à chuva e parecia
Que caía de propósito cada vez com mais força.
Fugíamos?? Não, nós andávamos em passos largos
E deixávamos a chuva bater nas faces como se
As gotas nos acariciassem.
Andávamos até encontrar um lugar mais quente
E por ali ficávamos até o tempo acalmar.
Mas queres mesmo, mesmo saber??
Queria poder, mais uma vez, acordar ao teu lado!
Eram raras as vezes que não te via adormecer!
Lembraste de quando os dias eram mais longos
Porque decidíamos deixar os relógios em casa??
Pegávamos no carro e íamos até sítios incertos
Ate à paragem obrigatória que era a nossa praia.
Lá ficávamos a ver o sol a despedir-se
De nós por mais um dia.
Mas sabes, tenho mesmo saudades de te ver adormecer!!
E a nossa diferença?? Sim, nós marcávamos a diferença
Porque queríamos fugir à rotina todos os dias.
Tinham de ser todos diferentes,
Nem que fossem marcados por um regaço mais demorado ,
Por um suspirar de palavras mais perfeitas ao ouvido,
Por um simples olhar........
Sabes mesmo o que eu queria?
Adormecer contigo, fosse onde fosse!
E nos dias de Inverno, sim, também passamos por esses dias.
Ficávamos agarradinhos a aquecer as mãos
Gélidas um do outro.
E quando decidíamos ir passear à chuva e parecia
Que caía de propósito cada vez com mais força.
Fugíamos?? Não, nós andávamos em passos largos
E deixávamos a chuva bater nas faces como se
As gotas nos acariciassem.
Andávamos até encontrar um lugar mais quente
E por ali ficávamos até o tempo acalmar.
Mas queres mesmo, mesmo saber??
Queria poder, mais uma vez, acordar ao teu lado!
segunda-feira, setembro 19, 2005
Hoje senti...
sábado, setembro 17, 2005
Como um estranho na estrada

Quem és tu
Que por aí vieste
A atravessar a minha estrada???
Atravessaste-a como um estranho
E ali ficaste
Parado a olhar para mim
Com os olhos
Mais dóceis que eu já vi!
Não só atravessaste
Como ali ficaste a pedir
O meu ombro já cansado
De sofrimentos.
Enrolaste-te em mim
E eu dei-te
Quase tudo de mim.
Acreditei em ti
E deixei-te atravessar
Aquela estrada.
Vieste estranho e
Ficas-te em mim.
Apoderaste-te
Das minhas fraquezas
E brincaste com
A minha solidariedade!
Afastei-te de mim
Já o tempo se fazia tardio.
Sofri, talvez, como nunca sofri
Pela imaturidade do teu ser,
Pela imaturidade dos teus erros
Quase nunca assumidos!!
Não aceitei todas
As tuas desculpas, não posso!!
Acreditei nas tuas palavras
E gostei da tua música...
...que agora cantas em vão!!
(Poema e photo de Natalie)
terça-feira, setembro 13, 2005
domingo, setembro 11, 2005
Um Pôr-do-Sol
o pôr-do-sol é bonito de se ver!!
Passei por tantos sítios,
e quero partilhar a beleza
dos dias que se despedem
para dar lugar às noites!!!
-------------------
"...faço paisagens com o que sinto..."
(...)
"...tirando-lhe fotografias com a máquina do devaneio..."
Fernando Pessoa, in O Livro do Desassossego
por Bernardo Soares
Bom fim-de-semana
:)
quarta-feira, setembro 07, 2005
Um só momentâneo

Hoje preferi ficar só,
Ficar no meu amparo
E ver o mundo construir-se
Do lado de cá!
É um preferir momentâneo
De quem, por vezes,
Necessita tirar um descanso
Dos outros e de si próprio.
Este “só” é passageiro,
Pois abrevia-se
Num pequeno período de tempo.
É um necessitar de divagar pessoal,
É um querer respirar por si só
Num espaço que é só meu!
É um capricho de pensar
E passar logo, sem interrupções,
Para uma folha de papel
As ideias resultantes
Deste devaneio
Quase que ilustrado.
É uma vontade de desabafar
Com o céu e com o mar
Sem interferências para além
Da brisa transeunte
E dos cheiros que por ai afloram.
É um querer repousar
Por breves horas,
Um querer parar por breves segundos
A rotina de dias
Quase sempre iguais.
Parar e armazenar no ar
Novas ideias e novos caminhos a percorrer.
E depois a vontade
De regressar,
E é igualmente bom!
Hoje preferi assim,
Mas foi tão momentâneo
E soube-me tão bem.
(Texto e photo de natalie)
sábado, setembro 03, 2005
Queres que te Conte
Tenho tanto
Para te contar
Mas o tempo não chega,
E por não te querer perturbar,
Apenas limito-me a ouvir
As tuas palavras, a guardar os teus segredos.
Queria poder gritar silenciosamente
Ao teu ouvido
O que no meu coração fraqueja!
Mas não sei!
São puros sentimentos
Que me correm nas veias,
E sem poder quebrar a barra da minha timidez
Guardo-as só para mim.
Sentimentos meus que sobrevoam a cabeça.
Queres ouvi-los, sei que sim,
Pois pedes para que eu os cante só para ti
E para que os derrame nesse teu mundo.
Mas é mais forte que eu, pelo menos por agora!
Por vezes dou por mim
A ler frases de livros e a cantar algum refrão
Que me marcam,
E sem te aperceberes,
Leio e canto aquilo que senti,
Aquilo que sinto...e só eu sei!
Um dia contar-te-ei ou cantar-te-ei.
Não sei o quê, mas contar-te-ei.
Até lá,
Sou toda ouvidos.
Para te contar
Mas o tempo não chega,
E por não te querer perturbar,
Apenas limito-me a ouvir
As tuas palavras, a guardar os teus segredos.
Queria poder gritar silenciosamente
Ao teu ouvido
O que no meu coração fraqueja!
Mas não sei!
São puros sentimentos
Que me correm nas veias,
E sem poder quebrar a barra da minha timidez
Guardo-as só para mim.
Sentimentos meus que sobrevoam a cabeça.
Queres ouvi-los, sei que sim,
Pois pedes para que eu os cante só para ti
E para que os derrame nesse teu mundo.
Mas é mais forte que eu, pelo menos por agora!
Por vezes dou por mim
A ler frases de livros e a cantar algum refrão
Que me marcam,
E sem te aperceberes,
Leio e canto aquilo que senti,
Aquilo que sinto...e só eu sei!
Um dia contar-te-ei ou cantar-te-ei.
Não sei o quê, mas contar-te-ei.
Até lá,
Sou toda ouvidos.
domingo, agosto 28, 2005
:)
Esta cidade já me enche os ouvidos....
Vou regressar ao campo, por uns dias!!
Vou regressar a uma parte do Paraíso e vou respirar o verde
e o frio daquele sítio que, quem conhece, adora!!
Divirtam-se muito!!! Eu vou divertir-me de cereteza!!!!
:)
Até...
Vou regressar ao campo, por uns dias!!
Vou regressar a uma parte do Paraíso e vou respirar o verde
e o frio daquele sítio que, quem conhece, adora!!
Divirtam-se muito!!! Eu vou divertir-me de cereteza!!!!
:)
Até...
domingo, agosto 21, 2005
Segredos Selados
Conto-te um, dez, infinitos segredos
E para onde vão, lá permanecem.
Não sei onde e como guardas tudo,
Nem sei o teu baú.
Será assim tão grande?
E de onde vem essa grandiosidade?
Será que a tua caixinha é um infinito Universo,
Tão grande, tão belo,
Que tudo o que de misterioso entra,
Lá quer permanecer para o sempre?
Conto-te quase todos os meus segredos,
Tudo o que me faz alterar o espírito,
Mas por vezes há coisas que não podem ser ditas
E connosco próprios têm de ficar selados.
Com um simples olhar fulgurante, percebes que
Eu guardo algo que mais tarde poderás vir a saber.
Mas sabes esperar e agradeço-te por isso.
Sabes sempre quando um sorriso bonito
Esconde uma alma triste
E para além do ombro amigo,
Dás-me o ouvido e a atenção.
Segredos selados fazem de ti um sinónimo de amigo
Que consta na primeira folha do meu dicionário.
Eu estou cá para te segredar....
....Tu estás aqui para me ouvir!!
(...e vice-versa...)
E para onde vão, lá permanecem.
Não sei onde e como guardas tudo,
Nem sei o teu baú.
Será assim tão grande?
E de onde vem essa grandiosidade?
Será que a tua caixinha é um infinito Universo,
Tão grande, tão belo,
Que tudo o que de misterioso entra,
Lá quer permanecer para o sempre?
Conto-te quase todos os meus segredos,
Tudo o que me faz alterar o espírito,
Mas por vezes há coisas que não podem ser ditas
E connosco próprios têm de ficar selados.
Com um simples olhar fulgurante, percebes que
Eu guardo algo que mais tarde poderás vir a saber.
Mas sabes esperar e agradeço-te por isso.
Sabes sempre quando um sorriso bonito
Esconde uma alma triste
E para além do ombro amigo,
Dás-me o ouvido e a atenção.
Segredos selados fazem de ti um sinónimo de amigo
Que consta na primeira folha do meu dicionário.
Eu estou cá para te segredar....
....Tu estás aqui para me ouvir!!
(...e vice-versa...)
quarta-feira, agosto 17, 2005
I have found a piece of paradise!!
Estou de regresso...
Fim-de-semana grande, feito de pura diversão!!
Uma cabana rodeada de árvores e afins (e mais nada), amigos, tintol (hic hic) , pura alegria, etc!!
Nunca pensei que o campo fizesse tão bem!
De regresso à cidade, de regresso [aqui]!!!
Acho que encontrei uma parte do paraíso!!
:)
Fim-de-semana grande, feito de pura diversão!!
Uma cabana rodeada de árvores e afins (e mais nada), amigos, tintol (hic hic) , pura alegria, etc!!
Nunca pensei que o campo fizesse tão bem!
De regresso à cidade, de regresso [aqui]!!!
Acho que encontrei uma parte do paraíso!!
:)
quarta-feira, agosto 10, 2005
Pois é...
"Gosto de dizer. Direi melhor: gosto de palavrar. As palavras são para mim corpos tocáveis (...) sensualidades incorporadas."
(...)
"Se penso, tudo me parece absurdo; se sinto, tudo me parece estranho; se quero, o que quer é qualquer coisa em mim. (...) Se sonho, parece que me escrevem. Se sinto, parece que me pintam. Se quero, parece que me põe(m) num veículo, como a mercadoria que se envia, e que sigo com um movimento que julgo próprio para onde não quis que fosse senão depois de lá estar."
(...)
"Se penso, tudo me parece absurdo; se sinto, tudo me parece estranho; se quero, o que quer é qualquer coisa em mim. (...) Se sonho, parece que me escrevem. Se sinto, parece que me pintam. Se quero, parece que me põe(m) num veículo, como a mercadoria que se envia, e que sigo com um movimento que julgo próprio para onde não quis que fosse senão depois de lá estar."
Fernando Pessoa, in O Livro do Desassossego
por Bernardo Soares
----------
Como o grande mestre soube "palavrar"!!
Ao ler tão belas frases, sinto-me a flutuar no seu mundo,
como se estivesse a sentir cada letra, cada palavra, cada frase.
Como se estivesse na parte de fora de uma janela a olhar para dentro,
a vê-lo escrever aquilo que por vezes sinto,
aquilo que por vezes sonho, aquilo que por vezes quero!!
E é tão bom escrever e dizer o que sentimos,
expulsar cada sentimento para uma folha de papel...
...e partilhar esses sentimentos para que também os toquem
lá no fundo.
E é bom sentir, sonhar, querer,
amar, sorrir, escrever,
pensar, gostar, viver ...
Natalie
segunda-feira, agosto 01, 2005
Alice
Alice,
Quem me disse que neste mundo
Só há coisas más
Enganou-me!
Para além das coisas boas
Que eu conheço
Estás tu aqui.
O amor veio ao mundo
Com um sorriso estampado
Nessa face mais bela que se vê!
Este amor ainda não fala, mas tenta,
Ainda não anda, mas gatinha imenso.
Sempre bem-disposta,
O que faz com que os outros também o fiquem!
O seu cheirinho a bébé
Só lembra a coisas boas
E apetece estar sempre ao pé dela.
Esta tia, que é muito "babada", adora-a.
Saudades aparecem sempre,
mas volta e meia lá estamos de novo juntas.
Alice,
Este é só o primeiro texto que te escrevo,
Mais virá!
Com muito carinho,
Tia .
Quem me disse que neste mundo
Só há coisas más
Enganou-me!
Para além das coisas boas
Que eu conheço
Estás tu aqui.
O amor veio ao mundo
Com um sorriso estampado
Nessa face mais bela que se vê!
Este amor ainda não fala, mas tenta,
Ainda não anda, mas gatinha imenso.
Sempre bem-disposta,
O que faz com que os outros também o fiquem!
O seu cheirinho a bébé
Só lembra a coisas boas
E apetece estar sempre ao pé dela.
Esta tia, que é muito "babada", adora-a.
Saudades aparecem sempre,
mas volta e meia lá estamos de novo juntas.
Alice,
Este é só o primeiro texto que te escrevo,
Mais virá!
Com muito carinho,
Tia .
domingo, julho 24, 2005
In Aracne, António Franco Alexandre
"...fiz-me aranhiço,
tão leve que uma leve brisa o faz
oscilar no seu fio de baba lisa.
Até que, contra a lei da natureza,
creio que tenho peso negativo,
e que me elevo no ar se me não prendo
ao canto mais escuro desta ilha."
tão leve que uma leve brisa o faz
oscilar no seu fio de baba lisa.
Até que, contra a lei da natureza,
creio que tenho peso negativo,
e que me elevo no ar se me não prendo
ao canto mais escuro desta ilha."
terça-feira, julho 19, 2005
O tempo
Estava aqui tentando escrever algo,
mas fiquei bloqueada nos meus pensamentos.
O tempo corre rápido
como o rio para o mar....
...esse mar que anseio,
esse mar que tem um segredo
e que é só meu!!
Tenho saudades
de quem tem saudades minhas.
Adoro estar onde estou
e com quem estou,
mas faz-me falta a rotina,
o sítio do costume,
o porto de abrigo, a praia, os cafés,
os encontros e desencontros,
os amigos e os amantes,
os sítios de preferência e os sítios de passagem.
Faz-me falta esse ar que respiro intimamente.
Quando o silêncio domina a área,
é quando dou por mim
a divagar nos meus pensamentos......
e vejam, escrevi algo!!
Agora vou aproveitar enquanto cá estou!
Asta...
mas fiquei bloqueada nos meus pensamentos.
O tempo corre rápido
como o rio para o mar....
...esse mar que anseio,
esse mar que tem um segredo
e que é só meu!!
Tenho saudades
de quem tem saudades minhas.
Adoro estar onde estou
e com quem estou,
mas faz-me falta a rotina,
o sítio do costume,
o porto de abrigo, a praia, os cafés,
os encontros e desencontros,
os amigos e os amantes,
os sítios de preferência e os sítios de passagem.
Faz-me falta esse ar que respiro intimamente.
Quando o silêncio domina a área,
é quando dou por mim
a divagar nos meus pensamentos......
e vejam, escrevi algo!!
Agora vou aproveitar enquanto cá estou!
Asta...
sábado, julho 16, 2005
BOLA DE PAPEL
Estava eu
Descendo em plena calçada
Destas ruas ainda sonolentas
De uma noite bem passada.
Ao virar a esquina,
Dei por mim a tropeçar
Num bola de papel.
Debrucei-me e agarrei-a.
Ainda estava fria e machucada.
Ao colocá-la na palma da minha mão,
Abri-a.
E ao ler as poucas palavras
Que lá saltitavam, vi-me obrigada
A sentar-me num muro ali próximo.
Tão poucas palavras, mas tão belas.
Li e sorri.
Reli e deixei cair uma lágrima.
E ao ler pela última vez,
Soletrei cada letra num tom
Que é só meu:
“Se estas palavras ainda não chegaram até ti,
é porque adormeci nesta calçada.
Se já não estiver aqui,
Que estas palavras voem até onde tu estiveres,
Amo-te!”
Descendo em plena calçada
Destas ruas ainda sonolentas
De uma noite bem passada.
Ao virar a esquina,
Dei por mim a tropeçar
Num bola de papel.
Debrucei-me e agarrei-a.
Ainda estava fria e machucada.
Ao colocá-la na palma da minha mão,
Abri-a.
E ao ler as poucas palavras
Que lá saltitavam, vi-me obrigada
A sentar-me num muro ali próximo.
Tão poucas palavras, mas tão belas.
Li e sorri.
Reli e deixei cair uma lágrima.
E ao ler pela última vez,
Soletrei cada letra num tom
Que é só meu:
“Se estas palavras ainda não chegaram até ti,
é porque adormeci nesta calçada.
Se já não estiver aqui,
Que estas palavras voem até onde tu estiveres,
Amo-te!”
segunda-feira, julho 11, 2005
Deve de haver um sítio
Deve de haver um sítio...
Um sítio sem nome
Ou com um nome tão perfeito
Que ninguém saberá soletrar
Tão perfeitas letras.
Um sítio onde os sorrisos prevalecem
Numa eternidade quase que perfeita.
Um sítio onde te percebo
E onde me perecebes.
...Onde todos se percebem, quem sabe!
Sítio esse, onde os olhares
Dizem tudo
E onde as palavras
Nos acariciam, nos tocam.
Um sítio não muito distante,
Onde somos rodeados
Pelo mar, pelas árvores e pelas flores.
Esse sítio,
Jamais poderá ser decalcado
Para uma tela.
Não existirá cores que a pinte.
Haverá esse sítio??
Estará na consciência de cada um???
Esse sítio existe....
Ou existirá... algum dia!
Um sítio sem nome
Ou com um nome tão perfeito
Que ninguém saberá soletrar
Tão perfeitas letras.
Um sítio onde os sorrisos prevalecem
Numa eternidade quase que perfeita.
Um sítio onde te percebo
E onde me perecebes.
...Onde todos se percebem, quem sabe!
Sítio esse, onde os olhares
Dizem tudo
E onde as palavras
Nos acariciam, nos tocam.
Um sítio não muito distante,
Onde somos rodeados
Pelo mar, pelas árvores e pelas flores.
Esse sítio,
Jamais poderá ser decalcado
Para uma tela.
Não existirá cores que a pinte.
Haverá esse sítio??
Estará na consciência de cada um???
Esse sítio existe....
Ou existirá... algum dia!
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